Superando os desafios da nova NBR 14276/2020

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A nova NBR 14276:2020 traz em seu escopo os requisitos e procedimentos para composição, treinamento e atividades das brigadas de emergência de incêndio, para proteger a vida e o patrimônio, bem como para reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente.

Então é importante salientar que existem diversos requisitos legais citados na NBR 14276:2020 que se não cumpridos podem trazer grandes prejuízos para sua edificação, até mesmo o cancelamento do pagamento da apólice do seguro em casos de incêndios.

Para ajudar você a compreender melhor os diversos requisitos legais da NBR 14276/2020, separamos 8 desafios presentes na norma e como supera-los.

1° DESAFIO: A COMPOSIÇÃO DA EQUIPE DE BRIGADA DE INCÊNDIO E EMERGÊNCIA.

Como manter a equipe de Brigada de Incêndio em tempos de pandemia e home office

No item 4.1 a NBR 14276:20 apresenta o seguinte texto:

A brigada de emergência deve ser composta considerando a divisão de ocupação, o grau de risco, a população fixa de cada setor da planta e a distância de deslocamento dos brigadistas.

A quantidade de brigadistas deve ser compatível para efetuar as ações e procedimentos de prevenção e controle descritos no plano de emergência, estabelecidos conforme as hipóteses acidentais predeterminadas.

Para a composição da brigada, deve-se levar em consideração quais atividades devem ser executadas pelos brigadistas, como:

a) Atividades de inspeção de segurança;

b) Primeiros socorros e/ou atendimentos pré-hospitalares de emergências médicas;

c)Atendimentos de salvamento;

d) Atendimentos de prevenção e controle de incêndios;

e) Atendimentos a emergências com produtos perigosos;

f) Atividades para o abandono de áreas;

g) Atividades de ensino de educação continuada para o público interno.

Sendo assim, podemos concluir que a composição da brigada de emergência e incêndio não é mais uma razão matemática, e sim uma análise de risco de diversas variáveis, sendo de extrema importância que sua edificação tenha primeiramente o plano de emergência bem estruturado.

Uma sugestão é que você use o índice apresentado a baixo para vencer cada etapa da análise de risco e consiga compor sua equipe de brigada de incêndio de forma mais assertiva:

  1. Plano de emergência;
  2. Divisão de ocupação;
  3. Grau de risco;
  4. População fixa de cada setor da planta;
  5. Hipóteses acidentais;
  6. Análise de risco das atividades executadas na planta;
  7. Procedimentos de prevenção e controle;
  8. Distância de deslocamento dos brigadistas;
  9. Atividades executadas pelos brigadistas; 

2° DESAFIO DA NOVA NBR 14276:

No item 4.1.12 a norma traz o seguinte texto: As informações sobre a composição da brigada de emergência, a identificação de seus integrantes com seus respectivos locais de trabalho e o número de telefone de emergência da planta devem ser disponibilizadas em locais visíveis e de grande circulação na planta.

Geralmente as empresas fazem um mural físico na portaria com os dados dos brigadistas e suas fotos, mas há um jeito mais moderno de se cumprir esse requisito legal da NBR 14276:20.

O importante é que todos os colaboradores da empresa saibam quem são os brigadistas de emergência e onde acha-los caso seja necessário.

3° DESAFIO DA NOVA NBR 14276:

No item 5.1 a norma traz o seguinte texto: A brigada de emergência deve atender aos procedimentos especificados nesta norma. Conforme a atribuição estabelecida na planta, os brigadistas devem:

a) Conhecer e aplicar os procedimentos estabelecidos no plano de emergência da planta, elaborado de acordo com a ABNT NBR 15219;

b) Inspecionar periodicamente os materiais e equipamentos de atendimento de emergências, prevenção e combate a incêndio, e manter livre o acesso aos extintores, hidrantes, quadro elétrico, corredores e saídas de emergência;

c) Inspecionar periodicamente as rotas de fuga, incluindo a sua liberação e sinalização;

d) Apresentar sugestões para melhorias das condições de segurança contra incêndio e acidentes;

O texto acima faz referência a uma equipe de brigada de incêndio atuante, que conhece os procedimentos descritos no Plano de Emergência, que realiza atividades de inspeções na planta, que conhece a rota de fuga e que consegue apresentar sugestões de melhorias e até mesmo chamados de manutenção corretiva relacionados ao sistema preventivo de incêndio.

4° DESAFIO DA NOVA NBR 14276:

Item 4.1.14: O responsável pela brigada de emergência da planta deve planejar e implantar a brigada de emergência, bem como monitorar e analisar criticamente o seu funcionamento, de forma a atender aos objetivos desta Norma.

Neste item a norma estabelece que o responsável pela Brigada deve possuir um sistema de gestão capaz de monitorar e analisar criticamente o funcionamento da brigada de Incêndio, visto que em muitos casos de sinistros no Brasil, após a investigação por parte de seguradoras, ficou comprovado a ineficácia do funcionamento da Brigada de Incêndio e com isso o cancelamento do pagamento da apólice.

5° DESAFIO DA NOVA NBR 14276:

Item 4.1.16 O responsável pela ocupação da planta deve arquivar todos os documentos que comprovem o funcionamento da brigada de emergência, por um período mínimo de cinco anos.

Portanto este é um requisito legal de extrema importância, mas que poucos gestores fazem em suas empresas.

Arquivar todos os documentos relativos ao funcionamento da equipe de Brigada de Incêndio.

Esses documentos são:

  • Inspeções mensais            
  • Manutenções corretivas   
  • Manutenções preventivas                             
  • Certificados de curso        
  • Lista de presença             
  • Avaliação periódica dos brigadistas                         
  • Rotas de fuga                   
  • Plano de Emergência           
  • Entre outros.

6° DESAFIO DA NOVA NBR 14276:

Item 7.1 Alerta: Identificada uma emergência, qualquer pessoa pode, pelos meios de comunicação disponíveis ou alarmes, alertar os ocupantes, brigadistas, bombeiros civis e apoio externo.

Este alerta pode ser executado automaticamente em plantas que possuam sistema de detecção e alarme de incêndio.

Este é um desafio muito importante, pois atualmente os meios convencionais de acionamento de emergências em edificações se resumem a telefone, rádios e/ou botoeiras fixadas nas paredes da edificação.

Possuir meios multicanais de acionamento de emergências pode significar diminuir muito o tempo de resposta ao atendimento a emergência ou até mesmo o salvamento de uma vida.

 

7° DESAFIO DA NOVA NBR 14276:

Item 7.3 Comunicação interna: Nas plantas em que houver mais de um pavimento, setor, bloco ou edificação, deve ser estabelecido um sistema de comunicação entre os brigadistas, a fim de facilitar as operações durante a ocorrência de uma situação real ou simulado de emergência; esta comunicação pode ser feita por meio de telefones e/ou quadros sinópticos e/ou interfones e/ou sistemas de alarme e/ou rádios e/ou sistemas de som interno.

Devem ser previstos um ou mais pontos de encontro (local seguro e protegido dos efeitos da ocorrência) dos brigadistas, para distribuição das tarefas.

Ter um canal direto de comunicação entre os brigadistas é fundamental para um bom atendimento em situações de emergência, além de contribuir para a integração da equipe e a melhoria de sua performance.

8° DESAFIO DA NBR 14276:

Item 4.3.6: Os módulos do treinamento podem ser realizados separadamente, desde que não haja prejuízo na continuidade do aprendizado e na sequência do conteúdo programático, bem como não ultrapasse o período de 12 meses do treinamento anterior.

Neste item a norma deixa claro que o gestor da brigada deve realizar a manutenção do conhecimento da equipe de brigada por meio de pequenos treinamentos mensais, que podem ser aplicados separadamente.

Isso manterá sua equipe com o conhecimento sempre fresco na cabeça, além de fazer total diferença no momento de um atendimento real.

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