Explosão em Beirute – Semelhanças a incêndio em São Francisco do Sul

Explosão em Beirute – Semelhanças a incêndio em São Francisco do Sul

A princípio as autoridades de Beirute, no Líbano ainda investiguem as causas da explosão que causou a morte de mais de 100 pessoas.

Uma das principais suspeitas até o momento é de que o nitrato de amônio tenha sido a substância causadora do ocorrido.

Há sete anos, um incidente químico atingiu o galpão de uma empresa em São Francisco do Sul, no Norte catarinense.

Diferente da explosão no porto de Beirute no Líbano, não houve mortes no ocorrido em Setembro de 2013.

Portanto no incêndio químico de São Francisco, houve reação química no galpão que armazenava 10 mil toneladas de fertilizantes à base de nitrato de amônio.

Segundo laudos, a reação química foi causada pela umidade do ar e substâncias contaminantes que não puderam ser identificadas.

Para que serve o nitrato de amônio?

O nitrato de amônio é um produto utilizado na agricultura como fonte de nitrogênio. Mas, em sua forma pura, ele também pode ser utilizado como explosivo.

Segundo sites internacionais, na explosão em Beirute estavam sendo estocados, nas palavras do presidente libanês, Michel Aoun, 2.750 toneladas do produto.
Segundo Michel Aoun, o produto da explosão em Beirute seria destinado para produção de fertilizantes.

Coloração da fumaça da explosão em Beirute outras semelhanças

A coloração da fumaça se assemelha à vista da explosão em Beirute, a queima alaranjada é uma característica comum da queima ou reação química de dióxidos de nitrogênio.

Além disso, ambos incêndios tinha presença de óxidos nitrosos, derivado de compostos nitrogenados, porém em São Francisco o nitrato estava diluído em outros compostos, e em Beirute o produto estaria em sua forma mais pura, o que leva a um risco muito maior!

Riscos à saúde e ao meio ambiente

A fumaça presente nos acontecimentos são tóxicas e apresentam riscos pois em contato com a umidade que existe no sistema respiratório, pode ocasionar a formação de ácidos nitrosos. Esses ácidos comprometem a mucosa e atacam o sistema respiratório.

O laudo sobre o incêndio em São Francisco apontou também os danos ambientais causados na região, com a ajuda de testes feitos na água, no solo e na vegetação, os técnicos mostraram que dois cursos d’água foram contaminados na região da empresa.

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